Muitas pessoas têm dúvidas sobre o tema. A maioria, por
falta de informação, termina por “descartar” um bem que, para quem precisa, é mais
valioso do que qualquer herança: Seus órgãos. Para se ter uma ideia, um único doador pode
salvar mais de 20 vidas!
Neste Post, iremos tirar dúvidas e explicar o passo a passo
do que precisa ser feito para que você ou seus familiares possam doar seus órgãos
e assim ajudar a salvar várias vidas.
AVISE SUA FAMÍLIA
Até o ano 2000, sabia-se que o indivíduo era doador de
órgãos através da sua carteira de identidade, que mostrava essa opção. A partir de então, a doação passou a ser
consentida. Ou seja, a família precisa autorizar para que os órgãos sejam
retirados. A maior dificuldade
encontrada atualmente é a recusa familiar para a doação. Muitos acreditam em
mitos relacionados à religião ou à estética do corpo na hora do funeral e
acabam não permitindo a realização do procedimento. Portanto, a conversa com a
família é altamente importante para que ela saiba exatamente qual a sua vontade
e se você SE certificar de que ela será atendida.
CAUSA DO ÓBITO
Para que o indivíduo seja considerado um potencial doador, é
preciso que haja morte encefálica. Ou seja, coração batendo, cérebro morto. Esse tipo de morte geralmente ocorre após um
AVC ou um trauma craniencefálico,
o que diminui (e muito) a quantidade de pessoas que podem fazer a doação. Para
se ter uma ideia, no Brasil, anualmente, , 60 pessoas a cada 1 milhão
apresentam morte cerebral. Dessas, apenas 30 são potenciais doadores. Por
complicações ou recusa da família, menos de 15 acabam doando de fato.
*No caso de morte cardíaca,
podem ser doados apenas os tecidos.
AUTORIZAÇÃO
O hospital notifica a Central de Transplantes sobre um
paciente com morte encefálica. Após confirmado que o paciente teve morte
encefálica a família precisa autorizar, por escrito, a retirada dos órgãos para
doação. Todo o procedimento é feito obrigatoriamente pelo SUS e a família é
completamente isenta de qualquer despesa médica.
E DEPOIS?
A Central de
Transplantes emite uma lista de potenciais receptores para cada órgão e
comunica aos hospitais (Equipes de Transplante) onde eles são atendidos;
As Equipes de Transplante, junto com a Central de
Transplante adotam as medidas necessárias para viabilizar a retirada dos órgãos
(meio de transporte, cirurgiões, pessoal de apoio, etc.);
Os órgãos são retirados e o transplante realizado.
Quem retira os órgãos de um doador?
Desde que haja um receptor compatível, a retirada
dos órgãos para transplante é realizada em um centro cirúrgico, por uma equipe
de cirurgiões com treinamento específico para este tipo de procedimento. Depois
disso, o corpo é devidamente recomposto e liberado para os familiares.
*Informações retiradas do site da Legislação
Federal da Saúde .
DOAÇÃO EM VIDA
Muita gente não sabe, mas é possível sim doar vários órgãos
em vida e ainda assim viver uma vida completamente normal. É possível doar: um
dos rins, parte do pulmão, do fígado, do pâncreas e da medula óssea!
Para doações em vida, o doador deve ter mais de 18 anos de idade e o receptor
deve ser cônjuge ou parente consanguíneo (pais, filhos, irmãos, avós, tios ou
primos). Se não houver parentesco, será preciso autorização judicial.
Decidi que quero doar
um órgão em vida, e agora?
Para doar
órgãos em vida é necessário:
·ser um
cidadão juridicamente capaz;
·estar em
condições de doar o órgão ou tecido sem comprometer a saúde e aptidões vitais;
·apresentar
condições adequadas de saúde, avaliadas por um médico que afaste a
possibilidade de existir doenças que comprometam a saúde durante e após a
doação;
·Querer doar
um órgão ou tecido que seja duplo, como o rim, e não impeça o organismo do
doador continuar funcionando; " Ter um receptor com indicação terapêutica
indispensável de transplante; e
·Ser parente
de até quarto grau ou cônjuge. No caso de não parentes, a doação só poderá ser
feita com autorização judicial.
Você sabia?
Após doar em vida um de seus rins, o outro que ficou vai crescer e irá assumir
a função do que foi removido.
MITOS SOBRE A DOAÇÃO
DE ORGÃOS
A doação de órgãos deforma
o corpo.
Falso. Os órgãos e tecidos são removidos cirurgicamente, portanto não
deformam o corpo.
Minha religião proíbe
a doação de órgãos.
Falso. Todas as religiões são totalmente a favor da doação de órgãos, pois
o consideram como um ato de amor e solidariedade ao próximo.
Se os médicos
souberem que o paciente é doador de órgãos, não irão se esforçar em salvá-lo.
Falso. A prioridade nº 1 dentro de qualquer hospital, seja público ou
particular, é salvar a vida pó paciente. A doação de órgãos só será considerada
após a morte encefálica e o consentimento da família.
Quem arca com os custos da cirurgia é a família do doador.
Falso. Os custos dos procedimentos relacionados aos transplantes são
arcados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Tem alguma experiência relacionada ao assunto e gostaria de compartilhar? Deixe nos comentários! ;)